O Compromisso das Pessoas

Um compromisso simples

Eu me comprometo a reconhecer a dignidade e o valor de cada pessoa.

Isso significa não diminuir, excluir ou tratar alguém como menos importante por causa da idade, raça, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, classe social, fé, neurotipo ou aparência física.

Quero tratar as pessoas com justiça, respeito e humanidade. E, quando encontrar preconceito, não fingir que ele não existe.

Por que fazer esse pacto?

Porque ainda existe gente demais sendo machucada simplesmente por ser quem é.

Às vezes isso acontece de forma aberta, por meio de insultos, perseguição ou violência. Outras vezes é mais silencioso: uma piada aceita sem pensar, uma pessoa deixada de lado, um comentário cruel que ninguém questiona ou aquela velha indiferença de quem prefere não se envolver.

Nossas diferenças fazem parte de quem somos. Elas não deveriam ser motivo para atacar alguém, muito menos uma desculpa para negar respeito.

É estranho que, com tudo o que aprendemos sobre o mundo e sobre nós mesmos, certas formas de ódio ainda sejam tratadas como normais. Talvez não seja possível mudar isso tudo de uma vez, mas é possível começar pela maneira como escolhemos tratar quem está ao nosso redor.

O que esse pacto significa

Este é um compromisso pessoal e voluntário. Nada mais complicado do que isso.

É a decisão de não tratar alguém pior por causa de quem essa pessoa é e de não alimentar ideias ou comportamentos que transformem diferenças em motivo para desprezo.

Também não é uma arma para apontar contra quem pensa diferente. Não é uma medalha, uma demonstração pública de virtude ou uma frase bonita para colocar no perfil e esquecer depois.

Assumir esse pacto só faz sentido se ele aparecer nas pequenas escolhas do dia a dia: na maneira como falamos, como ouvimos, como discordamos, como reagimos a uma injustiça e como tratamos pessoas que talvez não tenham nada em comum conosco.

No fim, não importa muito dizer que você respeita as pessoas.

Se você realmente viver assim, elas vão perceber.

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